O conto da ilha desconhecida

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Sinopse

O conto da Ilha desconhecida | 2015

de José Saramago

As portas são locais de passagem: de saída ou de entrada.

Podemos ficar protegidos por elas se não as abrirmos ou partir através delas. Abrir uma porta de saída é navegar em ventos de mudança. Há quem queira ir e há quem prefira não abrir nenhuma e há ainda quem só as queira abrir, não para sair, mas para deixar entrar o que lhe convém.

Este rei vivia no meio de três portas. A primeira, ele abria muitas vezes, era a dos obséquios, e por isto entenda-se favores que lhe faziam. A segunda não era mexida. Era a das decisões e o rei, a bem dizer já tinha decidido há muito tempo que não tinha novas decisões a tomar e a terceira...

Ai... essa era aberta muito a custo e só uma nesga... E o rei nunca se apro- ximava dela. Era a porta dos pedidos e ele não queria que lhe pedissem nada. Até um dia especial em que alguém lhe pede um barco para procurar uma ilha.

Cláudia Negrão

  • Projecto no âmbito do protocolo celebrado com a Academia Almadense (AIRFA)
  • Estreia a 18 de Novembro de 2015 no Cineteatro Academia Almadense
  • 25 de Maio 2016 Espectáculo inserido na 21ª. Sementes - mostra internacional de artes para o pequeno público

Ficha Artística / Técnica

Encenação | adaptação dramatúrgica: Cláudia Negrão

Interpretação: Cláudia Negrão | Fábio Dantès | João Ferrador | Tomás Curveira

Cenografia: Hugo Migata | Pedro Alexandre Silva

Música e desenho de som: Tiago Inuit

Desenho de luz: Sandro Esperança

Execução cenográfica: Ricardo Trindade | Luís Timóteo

Operação técnica: Sandro Esperança

Produção: A Lagarto Amarelo